sexta-feira, 16 de março de 2018

Viva a diferença!

A ideia é e era escrever sobre a morte de Marielle Franco, a vereadora que foi assassinada no Rio de Janeiro nesta terça-feira, 14 de março, dia do PI (3/14, vcs sabem, é assim que se escreve data em inglês, que manda no mundo e, portanto...). Mas não dá! A frase inicial de nosso café da manhã, em conversa que, obrigatoriamente e sem lei é realizada há vinte e seis anos, foi: "É, não vamos ver um mundo melhor!" E é triste constatar que as possibilidades se reduzem a cada dia, pelo menos na cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, cujo padroeiro resolveu transformar-nos, todos, em mártires... seria uma vingança através dos tempos??

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Essa é a foto dela de que mais gosto:orgulho, amor e esperança! Perdemos, mulher!

Não, eu não sou Marielle!!! Ela morreu exatamente porque era diferente, porque tinha ânimo para se levantar e lutar por um mundo melhor, porque tinha força mental para sair de casa e procurar por alguma ação que provocasse, mínima que fosse, uma ondulação nesse marasmo diário e inconcebível que nos cerca.

Marielle morreu porque era diferente, em razão de um olhar cheio de amor pelo outro, ainda que soubesse que o outro nem sempre era merecedor. Tinha força de vontade, e aí temos de trazer do passado Rollo May, citando o analista Alan Wheelis, onde diz (é um pouco longo, mas aqui não é o Tweeter!): "Entre as pessoas cultas, o uso do termo "força de vontade" tornou-se, talvez, o mais ambíguo distintivo da ingenuidade. Caiu de moda procurar, por seus próprios esforços, sair de uma situação de sofrimento neurótico; pois quanto mais forte a vontade, mais provável que seja chamada de "manobra contra o medo". Como antigamente nosso destino era determinado pela vontade, é agora determinado pela vida mental recalcada. O homem culto de hoje põe as costas contra a roda e, ao fazê-lo, talvez a impeça de girar. Assim como a vontade se desvalorizou, o mesmo se deu com a coragem; essa só pode existir a serviço da primeira e dificilmente será mais valorizada que aquilo a que está servindo. Com a compreensão da natureza humana ganhamos o determinismo e perdemos a determinação".

E isso foi escrito em um tempo sem internet, sem haters, sem vários dos ícones que nos movem através desse éter de ignorância, com pouca ou nenhuma iluminação.

Precisamos voltar a valorizar a vontade, o amor ao próximo, nem que para isso tenhamos de colocar o próximo em grilhões e que o façamos ouvir à força. Um compulsório de humanidade, eu diria, algo como "Viu alguém sofrendo, compadeça-se ou então leva porrada!".

É de porrada que precisamos, diz o Alberto, e eu estou desenvolvendo a tendência de concordar com ele. Está cada dia mais difícil de aceitar que quem luta seja ingênuo, que quem peca seja sofredor, que quem morre seja mártir. Transformarmos todos em vítimas nos levará a uma cova rasa, cheia de justos e pecadores, cheias de Mireille e Priscilas (uma médica assassinada no mesmo dia que nosso assunto de hoje!), cheias de tudo o que cabe ali, independentemente de um olhar mais piedoso ou mais raivoso.

Marielle morreu porque era diferente, em um mundo em que ser diferente ficou impossível!!! Marielle morreu porque era diferente, porque era bissexual - chamada de O Globo na "cabeça" da matéria sobre a vereadora, como se isso importasse ou tivesse alguma relevância, no momento ou fora dele. E é preciso que a diferença de Marielle seja valorizada, que o ser diferente que Marielle era seja presente em nossa sociedade, que o ser diferente que era Marielle seja aceita sem "tolerância", "compreensão" e "olhar cheio de amor".

Marielle era diferente e por isso Marielle era única! Se notaram, não substituí o nome de Marielle por pronome em nenhum momento. A razão, é claro, é que pessoas como  Marielle são insubstituíveis!

sábado, 27 de janeiro de 2018

Uma semana para lembrar...

Toda essa conversa sobre igualitarismo, igualdade de direitos, igualdade de tratamento, tudo isso ressalta o que nos fere os olhos: desaprendemos a conviver com as diferenças. Para que não seja preciso respeitar quem é diferente, tornamo-os iguais, nos defeitos e nas (poucas) qualidades.

A equidade (quase equino, mas não tem a ver, mesmo!) é que seria a norteadora de todo esse movimento. Vejamos: a definição dicionarizada de equidade é

...

  1. 1.
    apreciação, julgamento justo.
  2. 2.
    virtude de quem ou do que (atitude, comportamento, fato etc.) manifesta senso de justiça, imparcialidade, respeito à igualdade de direitos

....

Precisaria de algo mais para que vivêssemos em paz, conosco e com o outro? A esse olhar destrambelhado, juntem-se as expectativas, as que nutrimos a nosso respeito e a respeito do outro. Pronto, estamos com um campo minado pela frente, prontos a detonar alguma violência à menor provocação (em qualquer sentido!).

Aparentemente, os freios sociais - regras, hábitos de comportamento, exemplo- não funcionam mais, já que os exemplos são péssimos, não há muito daquela imagem de alguém em quem se espelhar sem danos quase irreparáveis.

Na semana, a condenação do ex-presidente, o tal pai dos pobres, o exemplo de que, com esforço, (quase) tudo é possível, a condenação de Lula jogou muita gente em um poço de onde não há saída a não ser culpar alguém por tudo o que aconteceu. nosso judiciário (minúsculas, mesmo depois de ponto final) continua sem merecer a menor credibilidade, tal a quantidade de "uma no cravo, duas na ferradura", e é sempre bom lembrar que Gilmar Mendes continua solto.

Músicas que enaltecem o estupro que somente são retiradas depois de protesto, e a análise não chega ao ponto principal: como é que alguém acha que pode????

Aquela senadora pelo Paraná, Gleise alguma coisa, fazendo um discurso de ódio e desobediência civil, e ninguém para lembrar que o marido dela foi (e será novamente) preso e, provavelmente, ela também irá para a cadeia.

Sem falar nos Aécios, Jucás, Renans, Sarneys, Lindenbergs e outros menos votados, que se constituem na tal "elite", combatida pelo agora condenado Luis Inácio de dentro dos salões e das coberturas. Assim, como pensar em que algum exemplo é possível?

Fazem apologia das exceções, um campeão de matemática aqui, um prêmio por responsabilidade social ali, mas a educação continua onde sempre esteve: em lugar algum! E vamos a caminho do abismo, que aumenta a cada dia para caber esse país que poderia ser muito melhor.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Florbela... a que espanca a dor com beleza!

Antes que a emoção da reativação do blog atinja seus reflexos, tenho de divulgar: a editora Martin Claret lançou uma edição primorosa - capa dura, capricho, etc-  dos poemas da Florbela Espanca.

Na página 162, lê-se:
...
Tarde de música

Só Schumann, meu Amor!! Serenidade...
Não assuste os sonhos... Ah! Não varras
As quimeras... Amor, senão esbarras
na minha vaga imaterialidade...

Lizst, agora o brilhante; o piano arde...
Beijos alados.. ecos de fanfarras...
Pétalas dos teus dedos feito garras...
Como cai em pó de oiro o ar da tarde!

Eu olhava para ti... "é lindo! Ideal!"
Gemeram nossas vozes confundidas.
- Havia rosas cor-de-rosa aos molhos-=

Falavas de Lizst e eu... da musical
Harmonia das pálpebras descidas,
do ritmo dos teus cílios sobre os olhos...
...

Ninguém escapa dessa mulher!


Eu, de volta

Meses parado.... muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo agora e coisas que ficarão para trás. Eu já não tenho a memória que antes tinha (ah! os cacófonos!) e meus planejamentos para 2018  incluem uma mudança de cidade e ..... esqueci, mas assim que eu me lembrar, eu retorno aqui.

O ano terminou com a morte de um conhecido de São Paulo, uma pessoa amada e que era muito solícito e atencioso. Fará falta para os que lhe eram próximos. E 2018 começa com a morte do Cony, um colega de trabalho (pode isso, Arnaldo?) e o cara que escreveu "Quase memória", um livro para os milênios. Acho melhor 2018 dar uma ajeitada nos assuntos, senão vai ser difícil atravessá-lo.

Retomo o blog, que não se usa mais. Mas estou muito descontente com o FB, que tem mais aspectos negativos que positivos e, daí, vou me dedicar mais ao blog.

Volto já, já, pelo menos uma vez por semana, se o japonês (o estudo da língua, não o Fujimori!!) der tempo.

Depois do curso de colagem com a Hanna 23, essa é a minha primeira colagem digital, feita a quatro mãos e dois cérebros com a Josi. O artista, em um contexto dialético, com a utilização de simbologia freudiana que remete aos conceitos pós-trumpistas, procura expor uma crítica ao consumo excessivo da sociedade IT e refém das redes sociais. Beijos do próprio. Escrever m.... é mais fácil do que parece. Gostei.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Rio Grande do Sul, um país que poderia ser nosso!

(As três fotos: Jardins da DMAE)

Não se iludam, o Rio de Janeiro e os cariocas vivem do que foram e do que acreditam que são! Nem uma coisa, nem outra satisfaz a necessidade de sobrevivência diária nas ruas da cidade e na memória afetiva do povo brasileiro. Essa nostalgia de um tempo que a maioria dos cariocas não viveu faz com que os mesmos se comportem como funcionários públicos privilegiados de um tempo que já não está, mas nem é disso que quero falar aqui.




Estivemos no Rio Grande do Sul, Porto Alegre,  Bento Gonçalves, Gramado, Canela, Nova Petrópolis, Morro Reuter, e posso dizer, sem susto, que o problema brasileiro está em Brasília e sua caixa de repercussão é o Rio. Como disse o dono do restaurante em Morro Reuter, ele só sabe que tem problemas quando liga a televisão à noite. Emprego, segurança, estradas transitáveis, povo educado ( basta vc pisar nas faixas de pedestres e os carros param!!!), gentil em sua maior parte, comida a preços suportáveis, pouquíssimos homelesses.... As pessoas em Porto Alegre estão, aparentemente, preocupadas com a segurança e a falta de empregos, mas o interior do estado desconhece totalmente esses problemas (pelo menos, mas  cinco cidades em que estivemos!).

A Igreja de N.Sa. das Dores, linda!

Fundação Iberê Camargo, obrigatória!

Não há como fazer um post curto, muito embora as críticas específicas estejam no Trip Advisor, é só procurar por manoel339, que sou eu. Dúvidas? Comentários ajudam a entrar em contato comigo, é só postar.

Começamos a viagem por Porto Alegre, uma cidade cheia de atrativos. Imperdível mesmo é o passeio nos jardins da DMAE, lindos, bem cuidados, com bancos maravilhosos de concreto, árvores, flores o ano inteiro, segundo um senhor que trabalha lá. Os locais tradicionais de turismo - Fundação Iberê, Fundação Santander, Mercado Municipal, Igreja Nossa Senhora das Dores (linda, esqueça a Catedral!),  Casa de Cultura Mário Quintana, Museu de Arte do Rs, - estão disponíveis em qualquer guia da cidade. O Caminho dos Antiquários talvez valha a pena no sábado; em dias de semana, não vale! O passeio pelo centro, visitando o viaduto Otávio Rocha pode ser perigoso, não vá sozinho. Posso adiantar que todos valem a pena, mas você não pode deixar de fazer   um passeio pelas margens do Rio Guaíba, se possível ao entardecer, onde a cidade fica na contraluz e é lindíssima. Nosso hotel foi o Quality, da rede Atlântica, que, a exemplo do de São Paulo, é muito bom, com pessoal bem treinado e serviço muito atencioso.

Restaurantes em que estivemos e acho que vale a pena serem citados aqui:  Pizzaria Bazkaria (muito boa pizza!), Koh Pee Pee (thailandês, de primeira!), Pippo Baggio (comida padrão italiana), muitas cafeterias e cafés.

De Porto Alegre, pegamos a rota romântica para as cidades da serra gaúcha.  É um pouco mais longa que a estrada comum, mas você vai passar por lugares lindos, cidades pequenas cheias de charme e a estrada é uma das mais bonitas que já vi. Daí, como não pretendo escrever um guia, mas narrar minha viagem, um conselho que acho fundamental: alugue um carro para que possa aproveitar todas as belezas da viagem! ônibus e grupos vão limitar suas possibilidades de diversão, tenha a certeza. A estrada não é bem sinalizada, tome cuidado!

Em Bento Gonçalves, ficamos no Vinocap, bastante bom e bem localizado, embora qualquer hotel na Avenida Planalto (não é esse o nome dela, mas todos conhecem desta forma!) esteja mais bem localizado, já que vc pode sair à noite sem pegar um táxi.

Imperdível mesmo é o passeio pelo Caminhos de Pedra, onde casas antigas são abertas às pessoas, cada uma se especializando em algo ( por exemplo, casa do tomate, casa da ovelha, casa dos embutidos (imperdível, o melhor salame que já comi!), casa dos vinhos, etc. Algumas das casas são pousadas, é só procurar saber.


O segundo imperdível aqui é o Restaurante Caldeira, do Rafael, excelente, com uma comida divina! Além da simpatia do Rafael, que conhece tudo por ali e dá dicas ótimas de vinícolas fora do  programão turístico! Siga os conselhos dele e você vai se dar super-bem, no bom sentido.

Ainda em Bento Gonçalves, o vale dos Vinhedos é um passeio para, no mínimo, dois dias. Se você for carteirão, pode ficar no Spa do Vinho ou em uma das pousadas dentro de uma das vinícolas. As vinícolas menores têm um atendimento mais personalizado, mais atencioso, embora o trabalho da Casa Valduga seja digno de nota, pela qualidade e atenção das pessoas por lá. Faça a visita, o ingresso dá direito a uma taça (daquelas de titânio), que se transformará em uma ótima recordação da viagem.
Visitamos as vinícolas Pizzato e Lidio Carraro, as duas excelentes, com vinhos muito acima do padrão. Recomendo. Também recomendo a Vinícola Geise, que é fora do Vale dos Vinhedos.

Casa Valduga, visita obrigatória!

Cascata do Caracol, em Canela

Catedral de Pedra, linda!


Fotos: não tenho, fiz alguma merda e apaguei as fotos de toda a parte de Bento Gonçalves!

Depois, Gramado, Canela, nada fora do comum, a não ser o Hotel Laghetto Centro, com seu pessoal excepcional. É caro, mas vale a pena. Os passeios são os tradicionais, que constam em qualquer guia. Podendo, vá ao Bar do Wilson, sendo que o próprio é uma delícia de se conversar. E fica aberto até tarde (para padrões gaúchos, claro!). Faça os passeios, você é um turista por ali e então aja como um: vá a todas as atrações, pode se surpreender com uma ou outra ( no nosso caso, Mini MUndo e Lago Negro!!). Restaurantes são milhares, é seguir seu feeling e arriscar. Fomos ao El Cordero (carnes, carnes, carnes e...carnes!) e ao  Carlito's Prime (so and so). Mas não faltam opções, certamente há uma para deixar sua estada por ali mais alegre.

Voltando pela Rota Romântica, paramos em Nova Petrópolis - a aldeia do imigrante é bem divertida e instrutiva!- e Morro Reuter, para almoçar e onde ouvimos a frase da viagem: "Se o Brasil está ruim, só sabemos à noite, pela TV! Aqui tem emprego, comida e casa para todos!". Pensar positivo ajuda, né não??!!




Boa Viagem para vocês e aproveitem!!


Alugue seu carro, é tudo que posso afirmar. Você não vai economizar nos prazeres que essa atitude lhe trará! As chances de se surpreender crescem exponencialmente se você tem um meio próprio de transporte! Invista nisto!

Informações mais detalhadas estão no Trip Advisor, meu nome lá é Manoel339!!


sábado, 19 de agosto de 2017

Reflex....

Uma semana trágica, para todos. Para o Ferreira Gullar, que preferiu ir embora a ficar por aqui, sem poder participar. Será que terei coragem, quando chegar a hora? Pois é exatamente o que eu gostaria de fazer, hoje, não tendo de fazê-lo.

O abismo parece que se agiganta, que tudo, um dia, irá nele caber. Não há abismo do tamanho do Brasil, já disseram. O pessoal tem se esforçado muito em aumentar o tamanho do abismo para que o país caiba nele. Rupturas, deselegâncias  etc e tal. É possível acreditar no legislativo, no judiciário (minúsculas, por favor! E fonte menor!)? Não falo no executivo, senão vocês vão achar que eu estou enlouquecendo e moro em algum outro país.

Cadê o povo que nos governou por treze anos e que foram apeados do poder por pura corrupção? Seus defensores, além de reclamar que o Temer não resolve o país em seis meses, depois de treze - 13, thirteen, dreizehn, trinadtsat (googlem aí!!!), não foram às ruas reclamar da corrupção nem da atuação lamentável do presidente do Senado!!! Ué, estão satisfeitos????Alguém aí viu uma bandeira vermelha??? Ou será que a questão tornou-se apenas salarial? Uma questão que remete à situação da educação do país, parece que está tudo bem, menos o salário dos professores.

Em um país em que as pessoas estudam, vão às faculdades para ALCANÇAR e não para APRENDER, fica difícil qualquer tipo de discussão, visando à modificação de todo um sistema que, passados 30 anos da última reforma, já provou que está absolutamente craquelado, fora do esquema mundial e está nos conduzindo à rabeira de um mundo cada dia mais distante, muito à frente.

Estamos apenas à frente da Indonésia, o que diz muito do estado do país. O judiciário, a cada dia, dá mais provas de que se constituiu em uma casta cheia de soberba e empáfia, cujos membros se colocam acima das questões mundanas, como administrar a aplicação das leis, coisinhas banais. Rebelam-se apenas quando se fala em seus astronômicos salários, justificando que os absurdos que recebem são "legais", como se a Lei Orgânica da Magistratura não fosse a Tábuas das 10 Mil Vantagens... e que foi feita para atender aos mais comezinhos dos desejos de ascensão social que seus membros, nem tão secretamente, alimentam.

Tá feia a coisa! E eu nem postei com foto...


Invictus

O primeiro post do ano, e como eu sou Captain of my soul, não quero nem dizer os motivos para tão prolongada ausência. Espero que vocês concordem com a escolha do poema, o primeiro do ano.

Invictus

Related Poem Content Details

Out of the night that covers me, 
      Black as the pit from pole to pole, 
I thank whatever gods may be 
      For my unconquerable soul. 

In the fell clutch of circumstance 
      I have not winced nor cried aloud. 
Under the bludgeonings of chance 
      My head is bloody, but unbowed. 

Beyond this place of wrath and tears 
      Looms but the Horror of the shade, 
And yet the menace of the years 
      Finds and shall find me unafraid. 

It matters not how strait the gate, 
      How charged with punishments the scroll, 
I am the master of my fate, 
      I am the captain of my soul.