Quatro dias no Rio de Janeiro, Hell de Nojeira para quem tem consciência do que acontece por lá.
Falta de urbanidade - jogam lixo em qualquer lugar, estacionam nas calçadas, tomam os espaços públicos para benefícios privado e um etc gigantesco que nem caberia aqui.
Falta de civilidade: aceleram quando você está atravessando a rua, como se fosse um GTA da vida; não respeitam idosos e pessoas com deficiência (alguns dos privilégios até acho injustos, mas eles existem e devem ser respeitados); empurram, não pedem licença para nada, param os carros em qualquer lugar, sem se importar com as consequências de seus atos, como se fossem caçadores a quem tudo é permitido.
Triste, já que foi a cidade que escolhi. Não caí de paraquedas, não nasci ali por acidente, foi uma ação consciente que me levou a habitar essa cidade por trinta anos.
Nossa escolha para mudarmos para a serra não poderia se mostrar mais acertada, não fosse a pandemia, que trouxe para as proximidades os vícios, a deseducação, os maus hábitos dos cariocas.
Mais triste ainda é que a Princesinha do Mar envelheceu,enrugou, está com um papo de peru e manchas na pele que mais parecem manchas de um leopardo no Seringhetti.
Pode ter sido uma cidade muito bonita, mas acredito que não resiste mais a uma análise detalhada de seus aspectos mais cotidianos, com os prédios sem distanciamento, sem limites de altura.... sem contar o mau cheiro, uma fossa aberta, seja nas ruas do Centro, seja nas estações do metrô, seja nos amontoados de lixo por todo lado. Eduardo Paes, o Prefeito Simpatia-é-quase-amor, poderia passear mais pela cidade, respirar o ar não filtrado das ruas, abandonando os gabinetes e salas assépticas nas quais vive.
A violência nem merece um comentário aqui, só merece a tristeza daqueles que são suas vítimas e têm de conviver com os impermeáveis a qualquer coisa que não lhes aconteça diretamente.
Quatro dias...quatro estações....quatro sentimentos que afloram e persistem, mas que são dominados pela tristeza imensa de ver um símbolo de um País que um dia foi alegre se perder nos emaranhados da modernidade.
Colagens minhas, foto da Internet.