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segunda-feira, 28 de julho de 2014

Um velho mundo no Novo Mundo, cheio de novidades

Cada cidade tem o Louvre que tem... Galeria Subte, com obras de uruguaios...
Vou tentar escrever tudo em só um post. Se eu me lembrar de alguma coisa depois, abro um novo ou posto como comentário. Ou então faço um post de serviço, desnecessário, já que a internet está cheia de informações sobre tudo.

Já vejo as mentes sedentas, abertas à espera de um relato de viagem risível (double entendre), cheio de coisas. Mas não, o Uruguay não é um país pequenino, envelhecido, governado por um tiozão simpático, que nem liga se os netos puxam um baseadinho, se os garotos se casam um com os outros.

Livraria na Sarandi, rua de pedestres, que vai dar no Mercado do Porto. Um caminho cheio de galerias e livrarias, que vale a pena conhecer.
O Sr. Mujica se preocupa com a saúde dos seus - se você compra remédios com receita passada por um médico credenciado, o valor dos remédios caiu mais de 30% e assim se reduz a auto-medicação; as filas nos hospitais são pequenas, embora existam; o atendimento é personalizado, a consulta demora mais de meia hora, enfim, um atendimento humanizado, de pessoas se relacionando com outras pessoas (tem coisa mais gay do que isso? mas nada a ver!)-, se preocupa com o transporte - nos pontos de ônibus há horários, itinerários aproximados, o preço é irrisório, o intervalo entre as composições é reduzido, não existe superlotação a não ser em horário de pico, e isto em uma cidade sem metrô!-, se preocupa com a cidade - embora decadente, a cidade é relativamente limpa, está em transformação, MAS NÃO ESTÁ SE DESCARACTERIZANDO!, há um claro zoneamento e respeito pelas paisagens, os parques estão bem cuidados e são muitos.
As escadarias do Museu de Arte Pré-Colombiana e Indígena de Montevideo, uma bobagem. Só vá se quiser gastar tempo com nada... Talvez, quando acabarem a restauração, se transforme em algo interessante.
Então, recomendo: ESQUEÇA O FOLCLORE SOBRE O URUGUAI e leve o país a sério, que sirva como exemplo para este gigante adormecido e cheio de pesadelos. Aceito a argumentação de que este país é enorme, tem centenas de milhões de habitantes a mais, o que dificulta, mas não se vê por aqui o esforço com a educação e gerência como se vê lá. É preciso começar algo que não seja uma política de subsistência da pobreza, a manutenção de uma classe deseducada, desinformada e sem formação familiar.

Parque Rodó, à beira do Rio da Prata, tem um cassino ao lado, uma feira totalmente dispensável aos domingos.  O parque é lindo, bem cuidado, como se vê, sem perigo algum. De dia, é claro. 

Ah, esta estrada escura da insatisfação, não me deixa discorrer sobre o que eu pretendia. Voltando:

O uruguaio é gentil e educado, trata você bem, e tem antipatia pelo carioca (que considera exigente, grosseiro e um grande etc que apenas confirma o falecimento da criatura folclórica que habitava essas paragens que  Estácio de Sá descobriu.). Respeita o Brasil, embora não nos compreenda, nem eu tentei explicar, já que compartilho da impossibilidade de compreensão de um país que insiste em não aproveitar as oportunidades históricas que lhe surgem.

O motivo da viagem: 22 anos juntos...e MOntevideo foi um marco bem interessante...Olhe o azul do céu e coloque 2 graus de temperatura....uma delícia para passear! A foto foi no Parque Rodó.
A capital, Montevideo, é o paraíso da art deco. Há conjuntos enormes de edificações art-deco, os prédios são pequenos, simpaticíssimos, dá vontade de entrar e conhecer um deles. Os prédios modernos, mais altos, respeitam algum gabarito e não se transformam em um corredor de vento. Que, aliás, é um terror no inverno, ao dobrar o canto da rambla, não resisti e tive de voltar pelo caminho de ida, uma vez que o vento era frio e cortante!
O aeroporto, bonito, simples, funcional. Olhaí, Infraero, não custa nada se mirar nos bons exemplos!

Há parques espalhados pela cidade, todos os que vimos relativamente bem cuidados e limpos, as pessoas curtindo um solzinho - o diminutivo aqui não é força de expressão- muitos cinemas, alguns shoppings, um comércio à primeira vista pequeno, existem cassinos cheios de gente mais velha, vidradas naquelas máquinas caça-niqueis, os restaurantes ainda não alcançaram a cozinha fusion com propriedade,embora tentem.

Em frente ao Congresso do Mercosur e ao Cassino, que fica ao lado. Não dá para confundir, embora sejam quase a mesma coisa. Essa é a Rambla, que tem mais ou menos 22 km, que vc pode percorrer. O vento mata!
Conversando com um casal de chilenos que moraram no Brasil - São Paulo - , eles demonstraram a tranquilidade de morar em uma cidade praticamente sem violência, com boas escolas próximas à casa, supermercados bem abastecidos, mas sentiam faltam de uma vida social mais agitada. Mas reclamaram do frio úmido, principalmente de quem mora perto do rio! A beleza cobra uma taxa alta, neste caso... Mas correr pela rambla - eu corri duas vezes, contra um frio de cortar cerol! E aqui um conselho: mais que o frio, procure se agasalhar do vento, que vai até os ossos.

A arquitetura, um dos atrativos de Monti.  Fosse eu o síndico, retiraria na marra aquele exaustor ali à esquerda. Como é que fazem isso???
Para o David Galvão, uma boa notícia: está cheio de amiguinhos por lá,a preços muito convidativos, que permitem uma experimentação. Não fizemos o passeio à vinícola, já que o vinho que provamos não era muito nossa praia. Mas dizem que o passeio é muito gostoso, mas se conheço a Val, vocês já fizeram este... e aproveitem a cerveja Stella, muito gostosa.

Monumentos, uma das atrações de Monti. São lindos, em geral...Os chafarizes merecem atenção. Ao fundo, uma exposição sobre a Copa do Mundo...lá como cá...


As feiras de rua, faladas, são uma decepção, parece que você está na Rua Tereza ou aquela feira de Teresópolis. A única que vale a pena é a da rua Tristán Navarra, engraçadíssima, uma feirona com tudo, de antiguidades a pets!. Se sua praia for ler em espanhol, o seu paraíso é por ali, há dezenas de livrarias em que vc pode mergulhar por horas. Infelizmente, essa separação Brasil/América do Sul não me deu chance de curtir a leitura em espanhol, que seria mais fácil.

Amanhã tem mais...



sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Paris 7

Alguém ainda tem paciência? A viagem està acabando e eu estou cada dia mais cansado; ao chegar em casa, as pernas estão que não aguentam mais!!!
Momento rà-ti-bum: encontramos com dois Pacos na cidade e eu não resisti, fui falar com a Dona, mostrei fotos do meu Paco, uma coisa totalmente pai coruja, que eu não me achava capaz!!! Fiquei com os olhos rasos d'àgua...
Esta foto não é do meu Paco, mas mata as saudades um pouquinho.


Transportes em Paris: bom, tem "de um tudo", até àgua taxi, para quem quiser exorbitar, mas acho que não...

Taxi é caro e difìcil de conseguir. Finais de semana, então....e eu acho caro, principalmente considerando as alternativas existentes.

Metrô: o bilhete hoje custa E1,70 (este teclado tem até sìmbolos russos, mas não tem o euro!). Antes que façam comparações do preço, lembro o conforto, o horàrio e o trânsito que ajuda. Além da paisagem, mas aì a conversa muda.
Vende-se bilhetes para 1,2,3,4 e 5 dias.Mais de cinco dias, é o cartão Navigo, que eu não fiz desta vez por que o cretino que trabalhava no Metrô não quis fazer, dà para acreditar? Tà bom, eu deveria ter ido para outra estação e feito là, mas...Bom, não fiz! Mas minha experiência diz que no segundo dia de utilizaçao o bilhete de 5 dias jà està pago, se vc não for uma tartaruga chocadeira.Imagine então o de 7 dias!!!
Segredo do uso: são milhares de quilômetros de linhas (talvez seja exagero, este milhares aì)! Nao hà pessoa capaz de gravar todas as estações, então vc faz o quê? Veja a estação para onde vc vai. Vamos supor que seja da George V para a Palais Royal-Louvre, que vc é rico (està na Champs Elyséees) e culto (vai ao museu cedinho). Vc olha:é de qual linha? Hummm....Linha 1!Linha 1 é La Defense/Chateau de Vincennes, aparece assim mesmo nas placas.E a estação que vc quer està no sentido Defense/Chateau. Então vc tem de pegar o metro linha 1 no sentido de Chateau de Vincennes e descer na estação do Louvre.Vc vai para a plataforma onde està escrito Chateau de Vincennes, pega o trem e desce no Louvre. Simples assim!!!
Para voltar, a mesma coisa: và para a estação e atenção que desta vez o sentido é Chateau de Vincennes/La Defénse; chega na plataforma La Defense e pronto, và até a estação George V e và para casa descansar, ou então à boite Queen, que é em frente à estação; Armin van Buren fez um set là este final de semana!!!
O segredo é saber as duas pontas do percurso que vc quer, e essas pontas estão em todos os mapas do Metrô.


Tem a correspondence, que é quando vc muda de linha, jà que o Metrô daqui não é igual ao Rio. O processo é o mesmìssimo!!!Veja onde as linhas se cruzam no mapa (acho que é por isso que tem tanto Metrô aqui!!!), veja o sentido que vc tem de ir, e pronto!!!E nas plataformas sempre, sempre, tem indicação das correspondences.


Notas:1. siga e confie nas setas. Se elas não aparecem de novo é para seguir reto!Subir e descer pode ser um pouco confuso e não se esqueça que "là" em francês equivale ao nosso "aqui";

2. Mapa do Metrô: eles não gostam muito de dar, mas dão! Uma coisa falso macho!!!

3. Cuidado com carteira, bolsa, essas coisas de cidade grande. Bobeou, dançou. È em Paris, mas ainda assim é chato!

4. As estações, às vezes, são difìceis de encontrar. A sinalização externa é um pouco confusa, hà uma poluição visual que eu vou contar...

5. Leia os avisos!!!!!!Eles trazem informações importantes e podem evitar que vc passe por situações desagradàveis, como ter de caminhar 5 ou 6 km à meia-noite.

6; O Metrô fecha cedo!!!De quinze para meia noite a meia noite e meia!!!Prestenção para não ficar a pé!!!

7. Cuidado com as greves e strikes!!!Sempre tem!!!

Ônibus
È o mesmo preço do Metrô: € (achei, por acidente!)1,70, mas sò use se tiver com tempo, jà que o trânsito....O bilhete mùltiplo dà direito de usar Metrô e önibus sem limites, dentro de Paris! O percurso da linha, com nùmero, està nos pontos. "Vous êtes ici" em vermelho, e pronto. "Je Monte, Je Valide"; vc tem que validar o ticket quando sobe no ônibus. A multa é grande demais, não vale a pena ser ishperto.


E ainda tem as bicicletas para alugar, com ponto em vàrios lugares da cidade, mas isto està fora de cogitação... Google aì!...