Finados
De madrugada
passa vazio, cheio
de sombras,
o Souza–Marambaia
todo iluminado
em frente
ao Goeldi –
ali, alheia entre
répteis, aléias e sonho
esplende a flor
da vitória-régia,
seu olho-açu, imenso
aberto no meio
da escuridão.
2.(sem título)
ÉS, és, és
o tempo
todo, exausto
a folhear o Inferno
de Nachtwey,
sete palmos acima
entre fogos:
no odor vulgar da menta,
na idéia de estar,
confusão de estrelas, na eterna
espera atrelada à despesa
mesma de tuas horas
sem a resposta,
latido na mata,
floral-
selado,
no envelope do Iapi
fechado
sobre a mesa,
és, és ainda.
Em cima,
do avesso, o cão puxa o homem pela coleira.
Se és
esse
homem, levanta.
Poesia,poesias, poetas,diários de viagem, fotos, e quadrinhos, e vídeos, e tudo que pareça poesia. E música,bastante, quando der. E mais um pouco de tudo, que a vida é poesia
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quarta-feira, 9 de junho de 2010
Age de Carvalho
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