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domingo, 13 de novembro de 2016

Diálogos Absorventes, sem abas!


A semana começaria com a eleição do Trump, mas não dá para deixar a situação atual do ERJ sem comentários, principalmente considerando-se a selvageria das manifestações. Pensando com profundidade, pode-se chegar á conclusão de que é a única forma de se fazer ouvir, num país e num estado como os nossos. Há adeptos e pessoas que crêem que essa - a violência - seria a única solução que garantiria um resultado efetivo. Não sou partidário.


O governo do estado diz que vai acabar com as secretarias, mas não vai acabar com os cargos!! Oi?????!!! Do que estão falando então? A Lava-jato está chegando aos políticos do Rio, o que quer dizer, Cabral e Piccianis....no plural! Hà maneiras de economizar sem que se demonize os funcionários. Uma sugestão simples: acabar com os cargos em comissão, T-O-D-O-S, chamar os funcionários que não estão trabalhando de volta, acabar com a cessão de funcionários da Secretaria da Educação para órgãos não ligados a ela, coisinhas simples...
Regulementar o uso de material de custeio - papel, essas bobagens(???!!!) pode representar uma fortuna anualmente. É só querer!



Não tem jeito de passar a semana e não falar da eleição de Trump!
O mito democrático - uma pessoa, um voto- acaba,mais uma vez, de provar ser inexequível. Mas ainda é o melhor sistema, não me confundam. Nós não elegemos Dilma, Lula e um etc inominável e assustador? O americano médio não tem cabeça e, como a maioria dos brasileiros, não consegue se desapegar da necessidade de um paizão, de alguém que nos empurre de encontro aos nossos sonhos. Não é fácil!
A violência que vem se iniciando nos EUA, principalmente onde não se votou em Trump, ou melhor, onde Trump não ganhou, prova só uma coisa: nem tudo é uma questão de educação! Há um componente racista, preconceituoso, que tem de ser considerado. Vale ler Sennet, "O Fim do Homem Público"!!!! É antigo, mas boas ideias não envelhecem, somente os ídolos e esses morrem.



nosso judiciário (minúsculas, por favor, sem nenhum atributo!) continua sua saga em direção ao descolamento total da realidade do país que o sustenta: dizem que os penduricalhos salariais são decorrentes de leis, portanto, legais!! seria até decente, se não legislassem sempre em causa própria. A leitura da Lei da Magistratura de qualquer estado e da Federal também são de assustar: a quantidade de privilégios é indecente, para usar uma palavra publicável!! Auxílio moradia para quem ganha 40 mil???!!!! Como assim????!!! E quem ganha até três salários mínimos, qual seria a justificativa para não receber o"auxílio fundamental para o exercício das atribuições sem desgaste emocional", no dizer de dona Carmen? Estão brincando com fogo, chegará a hora em que o povo vai querer pesar a vantagem do funcionamento das instituições e o custo que esse funcionamento esdrúxulo representa. Não é coisa simples! E sabemos como termina!


E o Congresso? Está cada dia mais difícil defender seu funcionamento, principalmente quando legisla, também em causa própria, né? Se não mudarem, rapidamente, a garantia de funcionamento democrático das instituições corre perigo, é só ver a história e se lembrar de que ela sempre se repete. Às vezes como farsa, ou então como tragédia. A farsa já esteve aí, nos últimos catorze anos. Resta-nos a tragédia!


O ano de 2016 insiste em nos proporcionar tristezas, surpresas desagradáveis. Morrer não é um problema, faz parte do ciclo a que todos estamos sujeitos e é bom aprender a aceitá-la como parte de nossa travessia. Acontece que certas pessoas tornam essa travessia mais suportável, aplainam os caminhos, fornecem uma sombra emocional ou novas perspectivas para o percurso que ainda será trilhado. Vamos combinar: não morre mais ninguém que eu ame, certo, 2016??? Pode exercer seus poderes junto ao congresso ou .... bom, pode parecer que estou sendo maldoso, então para aqui.


Um diálogo absorvente, talvez com abas, ouvido na praça Afonso Pena, entre o pessoal que joga baralho, noite e dia:

- "Zérruela vai acabar mal, no meio dessa garotada que usa tóchico (assim mesmo!)!!"
- "Que isso, Daniel. O cara é cabeça feita, tem até curso superior!"
- "Se isso servisse para alguma coisa, não torceria para o Vasco!"

Tá bom, falta wit, mas minha querida Claudinha iria adorar ouvir.

Quarta, se vcs não notaram, é dia de poesia. Uma surpresa!

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Patriotismo, ou a Pátria de Chuteiras, ou Cinismo tem limites


O Governo e a Fifa apelaram, sem dó, para o patriotismo dos brasileiros em relação à Copa. Quem me conhece sabe do meu (ex)fanatismo por futebol, de acompanhar campeonato de seniores da Zâmbia! Conseguiram me libertar desse vício! Mas acho que ninguém está torcendo mais do que eu para que esta Copa seja um fracasso, que a bagunça atinja um nível intolerável, que jogos sejam remarcados e/ou interrompidos, que as pessoas invadam os estádios para assistir aos jogos. Por sinal, esta seria a rebelião que faria todo sentido: a população invadir os estádios para assistir aos jogos na maior paz, entrar pedindo licença, mas sem pagar, sentar direitinho e ver o jogo até o final quietíssima. Incitação à rebelião e à violência? Não, de forma alguma, só uma participação efetiva do povo, como querem Dilma e a Sra. Fifa.



Há uma dicotomia entre os que querem e os que não querem a Copa! Não dá para não querer, ela vai acontecer queiramos ou não (eu não quero, não quis quando o Brasil foi escolhido, fiz um post dizendo que tudo isso que acontece iria acontecer!), mas estão demonizando os que acreditam que a Copa do mundo está por aqui no momento errado da História!

Estão apelando para o patriotismo, agora todos escrevem sobre futebol, com ou sem preparo, bastando ter amigos na mídia. Uma pena, o assunto é bastante interessante. Mas colocar o futebol como um símbolo da pátria pode ser perigoso, que já as metáforas podem ser aplicadas tanto positiva quando negativamente. Sempre é bom tomar cuidado quando escolhemos nossos símbolos, vejam o Fuleco que, em alguns lugares do Brasil, salve, salve, significa pura e simplesmente CU!!





Patriotismo seria ter cumprido as promessas, patriotismo seria não corromper os dirigentes e empreiteiros, patriotismo seria ter reservado uma cota de ingressos a preços nacionais para a população brasileira, patriotismo seria ter cuidado do transporte público antes que a população percebesse a enganação a que estamos submetidos nos últimos doze anos. Patriotismo seria ter gasto este dinheiro onde realmente é necessário, na saúde e educação (educação, não salário de professor, vejam bem!), e não nas gorjetas indecorosas que, certamente, rolaram. Não tenho provas, não me sujo neste meio, mas considerando-se o país em que se vive...





Vai ter copa? Vai, claro que vai, mas acho que um movimento pela ocupação dos estádios teria toda a força da população. Quem comprou os ingressos a preço de ouro teria (ou terá, se os deuses ouvirem minhas preces), teria feito mais um sacrifício para que o país entrasse no rumo certo. Estamos ficando à deriva, nacional e internacionalmente, e tenho a impressão de que estão deixando a Dilma ir para o buraco para que outro ganhe a eleição de outubro e, tcharaaaaammmmm, em 2019 voltarão como salvadores da pátria, já que inviabilizaram qualquer governo que venha após o PT.


Outubro vem aí, é sempre bom lembrar. Tirando revoluções, é o meio mais seguro de se mudar algo. E, mais uma vez, o PMDB procura se garantir por todos os lados, agora apoiando o Aécio e Pezão. Vendo aquele povo reunido, não dá para não sentir falta do Lula e seus asseclas...(ali na foto, gente maldosa!).

E, mais uma vez bancando o anti-alemão, lembro a todos: em 2016 serão as Olimpíadas!!Alguém imagina que será diferente???

O tempora, o mores....

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Rebeldia

Vão dizer que não adianta, mas é preciso ter consciência de suas limitações para que se possa expandir seus limites.

Após muitos abusos, cancelei minha assinatura de O Globo, e, em consequência, da revista semanal Época.

Além dos abusos, a postagem do encarregado do sítio do Clube do Assiante chega a ser ofensiva. "respeito sua decisão", "não foi possível falar por telefone", "estamos à disposição", tudo com um certo tom de condescendência que só quem se acha estar por cima da carne seca pode usar com outra pessoa, ainda mais esta pessoa sendo um cliente.

É o que posso fazer, no momento. Cancelar e divulgar. Fazer campanha contra, explicar a quem pedir explicações. Abuso TEM  de ter limites ou retornaremos à barbárie.

E mesmo assim, depois do cancelamento, de não receber o jornal há dois dias, continuo recebendo ligações do departamento de cobrança de O Globo.

Infelizmente, o processo acelerado de decadência do Rio de Janeiro nos conduziu a termos somente um jornal na cidade. Não vou assinar um jornal de São Paulo (um deles, fique bem claro!!Há vários!!!), não moro lá. Vou me ater à Internet enquanto a síndrome de abstinência de notícias não for dolorosa, mas, aviso logo a todos e especialmente ao O Globo (pretensão e água benta...): eu parei de fumar sem nenhum tipo de artifício!!!

E também é mais ou menos como os comentários que tenho ouvido sobre a aliança de Cesar Maia com Cabrotinho: nojo, asco, repulsa e um extensíssimo etc de sinônimos e assemelhados. Chega na hora da eleição, começam com a campanha do voto nulo!!!Caray,.....Gente boa, o negócio é votar!!

Amanhã eu posto uma coisa bem bonitinha...

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Dilúvio...de mentiras




Para variar, a situação do Rio de Janeiro ficou difícil para quem não curte benesses da vida afluente (e até para alguns desses a vida não sorriu nesta segunda). O mais triste é ver nossos políticos, com um semblante consternado, dizer que lamentam muito...pior ainda são os comentários de que as tragédias aconteceram devido aos hábitos pouco higiênicos da população fluminense. Ah! quando é que votaremos com a seriedade que o ato em si requer... Este ano teremos eleições, que tal refletirmos um pouco antes de pensar em voto nulo?