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terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Nova Iorque, New York, Nova York...

A vista do novo Whitney Museum...e ainda melhora.
Qualquer que seja a grafia, mesmo as burras, referem-se à cidade que, sem dúvida, é a capital do mundo, pelo menos do mundo ocidental, da forma como somos ensinados a ver o mundo. Pode-se mudar, mas os requisitos estão todos lá, incluindo a ausência de uma nacionalidade evidente.
Para quem não conhece: New York não é uma cidade norte-americana (eu me recuso a me referir aos EUA como "América"! questões filosóficas!), é um lugar super-hiper-cosmopolita, no qual vc pode assumir a nacionalidade que quiser, o espírito que desejar.
Nem precisa dizer...
E há de tudo, desde que você saiba onde procurar e onde olhar. Nada é muito evidente, a não ser, é claro, o óbvio. Precisa alugar um elefante? Tem. Um carro com motorista chinês que fale espanhol para ir a New Jersey visitar a prima? Tem. Gente "ishperta"? Tem, mas aqui, um parênteses: geralmente, de origem estrangeira - outra coisa difícil de definir aqui, já que todos são estrangeiros ou vêm de, por mais que se digam "americanos". Gente legal, que obedece às leis, e as utilizam em seu benefício? Tem também. Na verdade, acho que tem tudo e todos. E isso não me incomoda.
E dessa vez, ainda teve Filadélfia, uma cidade linda, agradável, com um museu maravilhoso, parque lindos, e que eu recomendo muito para uma visita rápida, dois, três dias são suficientes.
Não estou certo da utilidade de escrever sobre uma cidade dando dicas, na verdade, eu gosto de narrar minhas experiências, contar o que vi, se alguém puder se aproveitar, melhor.

Então, vamos lá:
As escadas do novo Whitney...

A vista do observatório
Transporte: tão certo quanto funcionar direito é o aumento anual da passagem. O Metrocard por uma semana custou US 31. Pela nossa experiência, no terceiro dia (de sete!) já está totalmente pago, se vc gosta de se locomover por metrô, ônibus, barco. NO frio, como foi o caso, uma maravilha, já que onde o Metrô não chega, tem um ônibus que vai deixar vc na porta. Atenção, que os ônibus se dividem entre os que correm a cidade de norte a sul e de leste a oeste. O Metrocard vale sem problema.Onde houver os totens na parada é preciso validar antes de subir. Multas altas, sabe como é.
Muita gente tem medo de andar de metrô ou ônibus. Para cariocas, não faz o menor sentido.
O novo Observatório

Museus: O novo Whitney é de tirar o fôlego, vista e tudo mais. A Neue Gallery tem exposição muitíssimo bem montadas, geralmente sobre Alemanha ou Áustria, mas que valem por um curso de meses. E ainda tem o melhor café de museu da cidade!! O Metropolitan é gigantesco, nem tente corrê-lo em um dia, divida as visitas entre as coisas que vc mais quer ver. E ainda tem o Cloisters...
O New Museum é muito interessante e os museus pequenos - Frick Collection e Rubin (especializado em arte oriental) são muito gostosos de ver e raramente estão lotados.
Aviso: está ficando caro demais visitar os museus nessa época de dólar a R$ 4! Entre nos sítios e procure ver em qual dia o museu é grátis :todos eles têm, ficam um pouco mais cheios, mas assim também ficam os bolsos! E onde estiver escrito "recommended" pague o que quiser, mas não seja miserável. Afinal, estão lhe dando uma oportunidade que aqui, no país dos trópicos, não dão e nem têm como dar.
Não falei do Moma, né? E que não gosto dele, por várias razões, mas se vc não conhece, é obrigatório. E tem a melhor loja de presentes, com muita coisa interessante, de design. E ainda tem o Guggenheim e outros menos votados. Muita coisa!
Pouca gente fala da Public Library, mas é um lugar com exposições excelentes, gratuito e lindo. E meu favorito: a Morgan Library, sempre com exibições maravilhosas, educativas (desta vez, Hemimgway e Henri Matisse, como editor de livros! Um desbunde!)
O jardim da Frick Collection... três Vermeers, dois ou três El Grecos e muito mais...
Pronto, só aqui vc tem material para cinco ou seis visitas a Gotham.

Passeios: Milhares, zilhões, conjugando com museus, lojas, o que vc quiser. Recomendo junto a High Line, que vai acabar no novo Whitney; Chinatown, sempre alguma coisa interessante e agora está mais limpa e menos cheia; East Village, um lugar que está começando a receber muitos artistas, lojas legais e restaurantes estrelados. É bom ficar de olho. Upper West Side é o melhor de NYC, na minha opinião, é onde a cidade mostra que é norte-americana de verdade, e a proximidade com o Central Park ajuda muito.

Na verdade, eleja alguma região da cidade para passear e procure os pontos interessantes. O guia da PFSP, Passo a Passo, é excelente neste aspecto. Vc abre a página da região que quer passear e as principais atrações estão lá, listadinhas direitinho. Ajuda muito! E ainda dá para descobrir lugares ótimos.

Imperdível mesmo é subir no novo mirante do WTC, 104º andar, com vista 360 graus da cidade. Caro (32 obamas!), e ainda é preciso alugar o tablet (se vc quiser entender o que está vendo!). Mas produz imagens maravilhosas e vc entende a cidade para nunca mais ficar em dúvidas de como chegar a algum lugar.
O Guggenheim, supercinematográfico...

Restaurantes: o terreno mais pantanoso que conheço. Pega-se o chef em um mau dia e pronto! Vc fica sem entender como alguém pode achar aquela gororoba uma delícia. Daí que não recomendo mais nenhum, faço as avaliações no Trip Advisor e aconselho que vc eleja os que têm menos críticas negativas.
 Nesta viagem, tivemos boas experiências no Nomad, Del Posto (carteironas!), Café China (médio custo), Markt (médio custo), Uncle Boons (barato). Péssimas experiências também, mas não dou os nomes, sei lá o que houve. Vai que amanhã está ótimo?

E ainda tem o Chelsea Market, com suas lojas e restaurantes. Eu gostei muito do Rana, um italiano que fica logo na entrada, à direita. Muito boa comida!

Quer comer barato e gosta de aventuras?? Ande pelo quadrilátero de Chinatown (Bayard, Mott, Mulberry e Canal) e escolha seus restaurantes pelo feeling (seu!). Com 25 dólares vc tem um excelente almoço, para dois, sem dor nenhuma. Cuidado com as pimentas! Thailandeses e vietnamitas são nossos favoritos, mas é só escolher o país que tem um restaurante por lá.

E ainda existe uma infinidade de cafés, docerias, lanches, pizzarias, não dá para recomendar uma especificamente. Agora, se seu orçamento apertou e o dinheiro está seco, procure a pizzaria Brother, fatias de pizza a US$1!!Isso mesmo, um dólar a fatia de pizza. Se nem isso dá, o que vc está fazendo em NYC??

Del Posto...excelente!
Bom, procurei ajudar. Clique nos nomes em negrito que vc irá para a página do local, tendo alguma dúvida, coloque um comentário, que eu respondo, se souber.

Mais importante de tudo: deixe todos os pré-conceitos em casa e viaje com o espírito livre. A cidade tem milhares de atrações, vc pode encontrar com algo inusitado a qualquer instante (..o inesperado faz uma surpresa...MPB!), as pessoas são ótimas com o aproach correto e precisando, vá rezar na Basílica Sérvia de Nova Iorque (Saint Sava Cathedral!). Que lugar lindo!

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Teofilo Olivieri in New York





Não estou escrevendo muito sobre a viagem. Já postei muita coisa no Facebook, enviei fotos dos eventos "in loco", os guias estão cada vez mais detalhados e os blogs também. Então vou me deter em pequenos incidentes das viagens, que geraram o que eu chamo de "marcador de tempo", aqueles fatos, momentos, casos, que marcam na memória a viagem, o ano, não deixam que o tempo corra desenfreadamente, servem como quebra-molas de envelhecimento. Entenderam?

Teofilo Olivieri é um portorriquenho que mora em Nova Iorque e que tem uma vida prá lá de atribulada. Luta diariamente contra si mesmo, o que não é fácil, já que nem é sempre que se ganha essa batalha, e descobriu uma forma de dar vazão à parte dele que insiste em permanecer rebelde às circunstâncias de sua (dele) vida.

Ele usa livros destinados à reciclagem e utiliza suas capas, mediante intervenções, pinturas, colagens, aplicação de diversos materiais. O suporte sempre é a capa de um livro, a intervenção nem sempre guarda relação com o título, mas o conjunto da obra é muito interessante.

Comprei dois trabalhos deles, lamento muito não ter comprado o pavão - arrependimento de viagem é muito legal, fica dando uma vontade de voltar e resolver isso logo.

Espero que vocês gostem do trabalho dele, apesar da qualidade das fotos. Eu sou uma vergonha, deveria fazer como a Marilena e fazer algum curso de fotografia. Domage!!

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Primeiras impressões de uma viagem repetida.

Igrejas, muitas igrejas, inclusive uma toda Tiffany. Não se é católico impunemente.

Ao contrário do que escreveu Xavier de Maistre, viaja-se cada vez menos ao redor do próprio quarto. Queremos todos aproveitar a chance destes tempos inacreditáveis de oportunidades e ir conhecer o outro, mas sem deixar de levar conosco o mesmo de sempre.
Percebe-se a dificuldade do viajante de abandonar suas amarras - quantas pessoas você conhece que viajam sozinhas?de verdade!- procura-se levar o máximo do "quarto" para onde quer que seja, e mesmo acontece de o quarto ir junto, despercebido mas inevitável.

Mais uma viagem a Nova Iorque, uma delícia, como sempre, mas desta vez acompanhada por Boston, uma surpresa superagradável. E é por Boston que eu inicio, falando de uma cidade cheia de história, cheia de representatividade para o imaginário e para a formação americanos.

A Trinity Church, refletida em um prédio modernão.

Uma cidade relativamente tranquila para seu tamanho, quieta - estranha-se a ausência dos ruídos de Nova Iorque, aquele hummm interminável e persistente, que insiste em nos acompanhar onde quer que se vá.


E as pessoas, ah! as pessoas, não são nada novaiorquinos, os bostonianos. Mas falarei deles amanhã, que hoje não consigo mais escrever como se deve.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Conquista da América - parte III - The End


Ao contrário de várias pessoas, não tenho nenhum tipo de prevenção contra os americanos. Na verdade, não tenho prevenção contra nacionalidade alguma, com exceção dos marcianos, mas aí já entramos em outro campo.

Dean & DeLucca de Washington, em Georgetown, o lugar para se passear por lá. Restaurantes, lojas, gente bonita.

Como se vê, Washington é (quase) toda assim: prédios baixos, arborizada, muitos parques e monumentos. 


Por falar nisto, vcs já pensaram que qualquer que seja o extraterrestre que nos contate, nós seremos os botocudos supersurpresos e admirados, e prontos para sermos derrotados/devorados/usados com cobaias da civilização que nos encontrar? A menos que sejam drones que se aproximem, então tudo fica mais fácil.

Lembram de Forrest Gump? Então...O Obelisco está sendo reformado, mas é muito lindo, e haja parques...
Preciso ainda escrever o post do blog Cavezan, que trata quase que exclusivamente de encadernação. Há um post sobre Buenos Aires lá que surpreendeu até a mim...era para estar aqui...rs
Momento totalmente Nani Gouveia, junto ao monumento mais emocionante que já vi. São apenas nomes, 58 mil e tantos, sem estar em ordem alfabética. Como é americano (o monumento), existe um app para você localizar o nome que se quer.

Vida cultural em NYC: só não se faz o que não se quer. Alguns programas exigem meses de planejamento, com antecedência, principalmente se for mainstream. No mais, um, dois meses bastam, inclusive há lugares que somente aceitam reservas trinta dias antes do evento.

Interior da Biblioteca do Congresso, impressionante...

Museus, galerias e outros: só adquirem vida após o Labor Day, este ano cai em 2 de setembro, não sei se é móvel. O Google sabe!! A grande maioria das galerias que agitam as ruas 19 a 25 estava fechada, uma ou outra exposição, um ou outro summer show.É padrão, isto é, repete-se todo ano: nada acontece antes da retomada das aulas, que é depois do feriado. Cuidado ao se programar, mas adianto que os restaurantes e alguns outros lugares ficam mais acessíveis e reservas são conseguidas com mais facilidade no último mês do verão (agosto).

Ruas de Nova Iorque. No caso, a Broadway e ao fundo, vermelha, a Strand, livraria de usados, 8 miles of books....Fecharam a loja de Seaport, uma pena.




Museus: mesma coisa, se não considerarmos os acervos. Se bem que o Metropolitan, o Moma, o Whitney preenchem semanas de visitas somente com o acervo. As exposição especiais, geralmente, também são depois do verão, começando em outubro, meio de setembro. Tivemos muita sorte em ter visto a exposição do Edward Hopper (Whitney) e também a do Modernismo Americano (Moma), com mais quadros de Hopper, Georgia O'Keefe, uma série inteira do Jacob Lawrence (meu queridinho do momento!!) e outros menos votados, o que não é o caso do Stuart Davis!! No Moma, Le Corbusier também comparecia com uma exposição imensa, da qual não gostamos muito, se limitava a expor o acervo da Fundação Corbusier, de Paris.
O quadro dos pratos do Momofuku...não perca e não tenha medo de experimentar. A comida é maravilhosa. Não, Valéria, você não vai gostar..rs. Mas a cerveja é ótima, David.

As perspectivas para setembro e outubro eram ótimos, estava programada uma hiper-exposição sobre Matisse e também uma sofisticadíssima exibição sobre a arte flamenca. Quem sabe eu volto? Para saber das coisas com antecedência, os sítios dos museus são ótimos.
O Capitólio, símbolo de poder!Todo mundo gentil e educado, afinal, com quem estou falando? Os gramados impecáveis e tudo organizadíssimo ao redor. A foto foi tirada por uma brasileira, é claro.

E não deixe de ir aos museus pequenos, que são surpreendentes quase sempre: a Frick Collection, o Rubin Museum, somente de arte asiática, mas sempre tem as melhores exposições, o Museu de Arte e Design (MAD), a Neue Gallery (arte européia), o New Museum (arte moderna, às vezes demais), o Museu da China na América, o Museu do Sexo, enfim, há muitas opções para você gastar seu tempo e enriquecer seu vocabulário. E ainda tem o The Cloisters, um braço medieval do Metropolitan, longe à beça, mas é um ônibus só, ou um metrô. Anime-se!!

Columbus Circle, muita coisa para se ver: Museu de Arte e Design, shopping center, com o Per Se (melhor restaurante dos EUA) dentro, a estátua do idem, início do Central Park, passeio de carruagem...
Bares e clubes de música têm mais de uma revista, revista mesmo, que pode ser consultada pela internet. A programação já atinge até o final do ano, mas nem todos aceitam reservas com tanta antecedência. Os teatros dos musicais vendem antecipadamente, mas, a menos que seu inglês seja perfeito - afinal, são quase três horas de espetáculo contado através de canções - não vale muito a pena pagar tão caro (US$ 150, por um lugar nem tão bom assim) para boiar no plot. As filas para os ingressos mais baratos, tanto no TKTS como na porta dos teatros são enormes e começam cedo, na hora do almoço. "O Livro dos Mórmons", por exemplo, tinha fila às onze da manhã!!!
Manhattan vista de Nova Jersey, deslumbrantemente linda...a foto foi tirada do Parque Hamilton, que tem o monumento aos mortos da Guerra da Coréia (se estou enganado, corrijam-me). Ao final da tarde, com o sol apenas nos prédios, é de tirar o fôlego.
Vimos "Kinky Boots", uma adaptação quase literal (algumas cenas são idênticas às do filme!) do filme, divertida, muita música (duh!!), dois shows no Kitano, um no Blue Note, e havia muita gente que não conhecíamos. Com o dólar a R$ 2,50 não dá para arriscar muito, é preciso alguma informação prévia. Mas há os concertos gratuitos do Central park, mas nestes o tambor toca muito alto.
O final de Kinky Boots. 

Esqueci alguma coisa? Caso a resposta seja sim, poste aí um comentário que eu terei prazer em responder. Mas repito aqui uma advertência que já fiz em outro post: descubra sua cidade, descubra o que você gosta em Nova Iorque. Você vai se surpreender com a qualidade e a quantidade das opções que existem à mão, desde que você se disponha a gastar algum tempo circulando pela rede. As informações estão aí mesmo, qualquer que seja ela!

A cidade vista do rooftop do Metropolitan, que só fica aberto durante o verão.

Americano é muito besta, é a essência deles! Mas são simpáticos, solícitos e, no mais das vezes, corretos. Aparentam serem comportadíssimos, mas não são!!Aparentam ser organizadíssimos, mas não são!! As revistas são feitas pela metade, se fosse o caso, teríamos entrada com um elefante todo ornamentado no avião e nos museus. Mas fomos revistados do mesmo jeito, entendem? O Metropolitan "sugere" que você pague US$ 25,00 para entrar lá. Leia as letras pequenas: você paga quanto quiser e nós sempre quisemos pagar US$ 1,00 (um dólar). E aí vem a americanice: eles tratam você e seu dolarzinho como se você fosse o melhor cliente que eles pudessem ter!!Não é ótimo? Na visita guiada da Biblioteca Pública de Nova Iorque, a senhora, são todas senhoras, as guias, a senhora avisa que "ao final da visita" teremos um bilhete que nos dará desconto de até 20% na loja!! "Afinal, somos americanos!" diz ela.

E americanos eles são.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Conquista da América - Parte II

É impressionante o orgulho que os norte-americanos têm de sua bandeira!!Usam-na para tudo, todos os motivos e fazem questão de ostentá-la!!Parece um país que eu conheço. Qual o dia da bandeira brasileira? Um doce para quem se lembra, se tiver menos de 40 anos. Se cantar o Hino, dois doces e um cachorro-quente.
Nova Iorque, eu adoro Nova Iorque, já pensei seriamente em me mudar para lá, mas o Paquinho não consegue aprender inglês...


O Monumento que ficará no lugar do WTC...muito lindo e o prédio é maravilhoso. Eu tirei a foto, mas não estou encontrando....
Quem vai sempre, já deve ter percebido as mudanças: os serviços já não têm o mesmo rigor e atenção de outros tempos, as travessias de rua já não são tão seguras como costumavam ser, os preços andam doidos, enfim, houve mudanças sutis e não tão sutis assim, a cidade já não é uma delícia permanente, é preciso estar mais atento e menos disposto a se esquecer que viemos de Cucaracha Country.


Paul, Raul e eu em Fire Islands, em um dia não tão próprio para praia...O meu patrimônio são meus amigos, como escreveu Emily Dickinson....estou riquíssimo com estes dois!!!
A principal dica que tenho de Nova Iorque poucos do que lêem aqui podem aproveitar: é contar com a atenção, o carinho, a disposição de ser gentis de Paul e Raul, nossos amigos queridos que têm a capacidade de nos fazer sentir em casa mesmo quanto atravessamos um episódio tão escroto como o que passamos em New Hope. Estão mudando para Manhattan, espero e desejo muito que sejam felizes lá e que se dêem superbem. Merecem, fazem por onde e batalham para conseguir o que querem. Não há chance de dar errado!!!

Esta, nem a Valéria. Manhattan, vista de Weehawken, New Jersey. E o lugar ainda tem história.....

Columbus Circle, visto do banquinho em frente ao MAd - Museu of Art and Design.
Uma notícia boa para quem gosta de muffins e cupcackes: a Magnólia Bakery abriu uma loja na 5ª Av. Endereço??Google, só dou a notícia, serviço não.

Restaurantes: procurem andar pela Hell's Kitchen, 8ª e 9ª Av., entre as ruas 37  e 47. Há centenas de restaurantes, alguns muito bons, outros ruins, mas é sempre bom ter em mente que o médio em Nova Iorque é muito bom para os padrões Rio. Preços então, é melhor nem comentar, senão vão achar que é campanha contra a cidade maravilhosa que um dia chega lá...ou não.

Pátio das esculturas do Moma, exposições magníficas, muita gente e este refresco!!!Os museus estão caros, há macetes para se pagar menos, mas nem é o caso.
Fomos ao Breeze, um franco-Thai, comemos uma comida ótima, o atendimento é pós-NYC. Demora, não entendem o que vc fala (Alberto acha que eles fingem que não entendem, para não ter trabalho! Isto por que não conhecem o meu poder de insistência...rs). Fomos ao Aureole, ao Le Cirque, ao Locanda Verde, ao Momofuku,  comemos pedaços de pizza, tomamos sopa japonesa, comemos porcarias.Tudo satisfatório, dentro da proposta de cada um. Evidentemente, alguns mais satisfatórios do que outros, mas não é tudo assim?
Cerveja, um vício americano!!
Um vício mesmo!!
Importante é ter em mente que o conceito de chique é diferente na Grande Maçã: eles querem é que você gaste. O Le Cirque, por exemplo: tem uma parte em que você só pode entrar de paletó, outra é mais casual. Mas se você fizer questão da parte chique, eles têm um paletó para emprestar, mesmo que vc esteja usando o mesmo jeans há quinze dias. Sem problemas, o tratamento é atenciosíssimo, o serviço muito bom. Mas, tristemente, em mais de um restaurante não havia o ingrediente de um dos pratos que pedimos, o que nos leva ao segundo parágrafo deste post.

Arte de rua, vista de dentro de um dos prédios cheios de galerias do Chelsea. Não, não sei de quem é nem o endereço. Mas é absolutamente lindo!!

Obras, NYC inteira está em obras, o que prejudica muuuito o trânsito. Não se preocupe, você vai ter problemas qualquer seja o meio que escolher para se deslocar. O Metrô (não se esqueça, o cartão de 7 dias, a US$ 31 se paga já no segundo dia, se você for um viajante viajador. E pode ser recarregado e deve ser guardado para uma próxima viagem, o que reduzirá o custo em US$ 1!!!) está em obras, é preciso ler os avisos e prestar atenção nas placas, senão tudo fica mais difícil. Táxi é barato, ônibus funciona muito bem, não se esqueça que os M sobem e descem e os outros são perpendiculares. Não tem erro!!

Nós, em Weehawken...

As pernocas balançando...rs...ergonometria americana não serve para brasileiros mesmo!!!
Não somos de fazer muitas compras, eu comprei material de encadernação e meu casaco na Uniqlo, tarefa desenhada já no Rio. O Century 21 agora é uma loja arrumada, fácil de encontrar o que se precisa. Não tem mais graça, mas os preços ainda são bons, principalmente de coisas para casa: lençóis, fronhas, toalhas, coisas de cozinha. Não compre nada antes de dar um pulo lá, os preços são muito bons. Evidentemente que coisas específicas não são encontradas por lá, mas facilita muito achar tudo em um lugar só. Você pode aproveitar a visita ao Monumento do World Trade - como assim, não vai? Tem de ir, é lindo, é um espanto e significa muito-, o C21 fica logo ao lado.

O salão de leitura principal da NYPL!!Este é um dos lados, no total é maior do que um campo de futebol americano!!Mais de 110 metros!!!

Crianças, gente, como NYC tem crianças!!! Foi a primeira vez que fomos no verão, mas a quantidade de crianças é assustadora. Mas é enternecedora a maneira como eles tratam as crianças, como estão conscientes de que elas representam mesmo o futuro, não é apenas uma figura de linguagem. Como exemplo, o rascunho, isto mesmo, rascunho da New York Public Library, feito por Dr. John Shaw Billings em um pedaço de papel, já reservava uma parte enorme para as crianças, você pode ver lá: "Children". UM espanto!! e mais espantado ainda ficamos quando soubemos que a biblioteca foi construída no lugar do reservatório de água da cidade, que hoje está no Central Park. E se você não está habituado a frequentar bibliotecas, frequente esta, é facílimo, as pessoas são muito gentis e solícitas, ajudam mesmo. Mesmo que você não entenda a ajuda (meu caso!...rs). Eu era fã, virei superfã, e volto sempre!! Eles tem tudo, a biblioteca está aberta para qualquer pessoa, tem visitas guiadas para os não-desbravadores, enfim, tudo que uma Biblioteca Nacional aqui não é!! Estive com a Enciclopédia de Diderot, edição de 1 e nada nas mãos. Chega???

De repente, uma pracinha agradabilíssima....NYC tem muito isso!!



Atenção para atravessar as ruas, os motoristas ou são russos ou paquistaneses, indianos ou bengals - cuidado para não confundir os três últimos, pode provocar um desentendimento sério -, você entra no táxi e está lá um sujeito diferente dos nossos padrões, com uma barbona, sem bigode, quipá na cabeça, um inglês que o Alberto adora (ele entende tudo...rs) e você nunca tem certeza de que ele entendeu o que foi falado...tudo fica mais emocionante. Mas eles não respeitam mais os sinais, passam por cima. E o mesmo vale para as bicicletas, agora com as ciclovias, ficou muito perigoso andar distraído pelas ruas de NYC, um dos maiores prazeres de se estar lá. Elas surgem de qualquer lugar, a velocidades ultrassônicas...cuidado, mesmo!! Mas você pode dar a volta em toda NYC de bicicleta, pelos parques à beira dos rios. Aqui você encontra os mapas onde andar de bicicleta e elas estão para alugar por toda a cidade.
Arte africana no Metropolitan...tem de ir, sempre!!

Este post está ficando muito longo, depois eu conto aos poucos as minhas perspicazes observações sobre o comportamento do americano e do ridículo comportamento dos brasileiros, que insistem em se calar na presença dos compatriotas. Jecas!!! E como se comportam mal....eu, nestas horas, sou húngaro, ou francês, como já nos confundiram.

sábado, 8 de outubro de 2011

Nov'Iorque VII

Estas são toooodas as fotos da viagem de setembro de 2011. Qualquer dúvida, comentário...perguntas, comentário..elogios, comentário....se não gostar, comentário, que é para eu saber que não gostou.
As fotos não têm (e eu também não) qualquer tipo de pretensão, além do registro de uma viagem muito agradável.
Querendo usar para alguma coisa, ou para fazer algum tipo de registro, feel free.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Nov'Iorque

Para quem leu com atenção os posts sobre NYC, este é um passeio que quero fazer na próxima viagem. Beirando as Palisades,...

http://forgotten-ny.com/2004/12/duyvilinthedetails/

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Nov'Iorque I



quando já se está acostumado com uma cidade,a ponto de se locomover por ela sem a ajuda de mapas e referências - Metrô (MTA) não, mesmo os novaiorquinos precisam da ajuda de um mapa quando saem de seu percurso de rotina-, você sente que a cidade já faz parte de sua vida e que vc também já faz parte da cidade, de alguma forma. Se vc estiver com algum mobile,existe vários apps grátis na rede, a MTA abriu todos seus códigos para que desenvolvessem os apps.

Daí eu não entender a presunção de certos blogs de viagem, que pretendem ter descoberto uma cidade só sua, tipo "Nova Iorque Secreta", "Segredos de New Iorque (ou Nova York, esta mistura de grafias sendo mais um sinal de que temos um autêntico Pedro Álvares Cabral pela frente). Tudo já foi explorado em NYC, inclusive o que ainda nem foi inaugurado ou criado. Parece estranho, escrito assim, mas Gotham é uma cidade em que é quase impossível ser uma novidade, ter um pensamento realmente original- memes abundam, aquela sensação de 'eu já vi isto' é um fantasma recorrente. Se vc não viu inteiro, certamente viu alguma parte.



E o nova iorquino, sabendo disto, é cheio de atitude, se sente no centro do mundo, de onde se irradiam todas as vibes que circulam pelo universo. E isto, de certa forma, torna a cidade provinciana, mesmo nos círculos ditos descolados, todos cheios de pose, nariz em pé, seja o garçom da pizzaria ou o porteiro daquela galeria trendy do Brooklyn ou do Lower East Side. E a cidade, ainda assim, é maravilhosa. Pode-se passar um dia inteiro sem ouvir inglês, pelo menos o inglês ensinado nas escolas -, pode-se fazer refeições étnicas, sem repetir o país, durante semanas; pode-se passar dias e dias nos principais museus sem nunca chegar perto de esgotar o acervo; pode-se dar de cara com nacionalidades das quais vc nunca desconfiou da existência, enfim, New York é mesmo uma cidade única. Mas segredo ela não tem nenhum, é uma cidade aberta para todos os que se interessarem...

Algumas coisas de Nov'Iorque que algumas pessoas podem adorar e outras odiar:



Metrô= algumas pessoas, talvez por alguma má experiência, têm pavor. Eu uso direto e nunca tive problemas. Talvez um bilhete comido, ou uma coisa menor assim. Leva vc a qualquer lugar, mas exige um pouco de esforço, as conexões nem sempre são simples, os expressos confundem um pouco as coisas, mas é seguro até onde consigo ver. Perguntar não adianta nada, provavelmente vc não vai entender a resposta, se houver. IMPORTANTE: se ficar mais de três dias em NYC, compre o bilhete de uma semana, pode-se usar ônibus, metrô e barco..., mas apenas os gerenciados pela MTA.IMPORTANTE 2: pedir o mapa. O cara e as muheres da cabine são iguais a gays problemáticos: não gostam muito, mas acabam dando....

Passear: a melhor coisa para fazer em NYC, depois das compras, para quem faz questão. A cidade é dividida em duas pela 5ª avenida, de um lado é oeste (West) e do outro Este (East). Toda rua tem duas numerações, um oeste e outra leste,portanto se vc ai para 200W (oeste) da rua 34, vc vai à esquerda da 5ª avenida (de quem olha o mapa).Se vc for para 200East (E),vai estar exatamente do lado oposto de onde quer estar. Parece confuso, mas olhando o mapa é simples. ATENÇÂO: isto só vale para Manhattan. Quando vc der o endereço para alguém ou ao taxi, começa-e pelo número (200), depois a direção (West ou East), depois o número da rua ou avenida, em ordinais (Primeira, Décima, e por aí vai). Os taxis são um problema, recusam a corrida sem o menor constrangimento. Abrem a janela e vc diz para onde vai e eles nem se dignam responder, simplesmente vão embora se o destino não lhes agrada. Fique com o Metrô.



A cidade é cheia de parques e praças que têm de ser conhecidos. São, em geral, lindos e lindas, não dá para enumerar todos aqui. E são usados pela população, vc vai poder ter uma noção da vida do novaiorquino. O legal é comprar um doce na bakery mais próxima e sentar-se em um banco para comê-lo. Uma delícia, com qualquer tempo. Por exemplo comprar uns cupcakes na Magnolia Bakery (fila na porta, sempre) do Village e ir para a Praça Abingdon, a um quarteirão.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Chicago e Nova Iorque

Viagem a Chicago e Nova Iorque. (1)




Nova Iorque dispensa comentários, notas, indicações, acho que é a cidade que gera o maior número de blogs no mundo!!Mil coisas para fazer, mil coisas para se olhar..Fomos à Neue Gallerie, um passeio muito gostoso, perto do Met, com muitos Schiele(s)!!! E só isto valeria a pena!

Para quem gosta de encadernação, endereços imperdíveis:

Talas (talasonline.com)
Katie Paperie
Blick Arts
Central Arts Supply (as mulheres que atendem são...,deixa prá lá!!-mas dá para enfrentar!!Os papéis de lá valem muito a pena!)
Papyrus (alguns papéis maravilhosos)
Pearl Market Broadway (alguns tecidos e papéis muito bons!)

Os restaurantes são zilhões, é comprar a TimeOut NYC (ou TONY, como eles chamam) que sai às quartas feiras e pode-se seguir as indicações sem sustos. O site traz sempre o último número! Também às quartas, o Village Voice, com toda a programação da semana, que é melhor porque é de graça!

EVITE: Chalet Ipanema, na 46th Street, de brasileiros, é claro. Só isso, EVITE!!!

EMERGÊNCIAS GASTRONÔMICAS: corra para um thai, principalmente nas proximidades do Meatpacking District. Bom e barato (bonito, só para as rice queens!!!!).

Infelizmente, só para os amigos (entre os quais eu me incluo!!), a companhia do Paul e do Raul, atenciosos, amigos, solícitos. Não têm preço!!!