Poeta português, nasceu em 1938 em Loulé, onde estive com o Alberto e tem um mercado de queijos maravilhosos. Casimiro tem vários livros publicados, obviamente nenhum deles lançado no Brasil. O poema abaixo foi retirado da coletânea "Antologia da Poesia Portuguesa Contemporânea".
Nem a morte
Nada nos perpetua
nada
nem a morte
Só o ritmo de nossos corpos
acaso
permanece
(do livro Mesa do Amor)
Hesitação de Canto
Coleciono a matéria imperceptível
deste canto murmurado árdua ventura
de pássaro preso equilibrado
em granadas de música luz arquitetura
de crime antigo - a breve profanação
de ruínas coleciono: de rostos ancorados
na penumbra álcool: nu abandono
silencioso - ávida prisão
a do próprio corpo à morte se
condena: ofício de cinza onde sempre
é noite - coleciono
a suspensa hesitação do canto
de tanta luz tão
vulnerável - através da neve: e de guerras-
(Negação da morte)
****
Cuidado. O Amor
é um pequeno animal
desprevenido, uma teia
que se desfia
pouco a pouco. Guardo
silêncio
para que possam ouvi-lo
desfazer-se.
(Intensidades)
Poesia,poesias, poetas,diários de viagem, fotos, e quadrinhos, e vídeos, e tudo que pareça poesia. E música,bastante, quando der. E mais um pouco de tudo, que a vida é poesia
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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Casimiro de Brito
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