Mostrando postagens com marcador Ferreira Gullar. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ferreira Gullar. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Adriana Calcanhoto

Saiu o livro Pra que é que serve uma canção como essa?, com as canções de Adriana Calcanhoto, organizados por Eucanaã Ferraz. Uma delícia!

Nesses tempos de Nobel para compositor e letrista, recomendo ainda o Caderno de Poesias, de Maria Bethânia, outra delícia! Para quem não se dá bem com os livros, tem o DVD, no mesmo sítio aí em cima.

Depois de definir os cariocas com precisão cirúrgica, Adriana visitou Lupicínio, em um CD que não consegue ficar quieto por aqui. Recomendo também.

E, para recordar do que a moça é capaz, a letra de Vambora:

Entre por essa porta agora
e diga que me adora
Você tem meia hora
Pra mudar a minha vida
Vem vambora
que o que você demora
é o que o tempo leva

Ainda tem o seu perfume pela casa
Ainda tem você na sala
Porque meu coração dispara
Quando tem o seu cheiro
Dentro de um livro
Dentro da noite veloz

Ainda tem o seu perfume pela casa
ainda tem você na sala
porque meu coração dispara
quando tem o seu cheiro
dentro de um livro
N"A cinza das horas.


A referência a Ferreira Gullar, (um gato!!! só quem tem mais de 50 entenderá essa!) não é gratuita!
Clique aqui e veja!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Ferreira Gullar

Cantiga para não morrer


Quando você for se embora,
moça branca como a neve,
me leve.

Se acaso você não possa
me carregar pela mão,
menina branca de neve,
me leve no coração.

Se no coração não possa
por acaso me levar,
moça de sonho e de neve,
me leve no seu lembrar.

E se aí também não possa
por tanta coisa que leve
já viva em seu pensamento,
menina branca de neve,
me leve no esquecimento.


De Dentro da Noite Veloz (1962-1975)

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Ferreira Gular

Foi uma descoberta. O livro Poema Sujo - Dentro da Noite Veloz me fez ver que eu gostava mesmo era de poesia e a partir daí assumi sem vergonha esse amor. Sabia (e sei) alguma coisa de cor, de tão lido e ainda tenho a primeira edição que eu carreguei para todo lado.

A Bela Adormecida

Onde ela dorme
não há lugar senão
o que o sono faz

a grama não é:
cresce perene e azul
rente a seus pés

os pássaros cantam
-é a antiga flor que volta
das vasilhas do pó

e nem move os lábios
dessa que dorme
fora da esperança

E a flora suicida
vai dançando em volta
seus fachos mortais
                                    (22/06/55)