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quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Retorno, por favor.

Assim começa minha avaliação do Rancho Português, restaurante do Rio, que fica em Ipanema. O barulho feito pelas mesas ao nosso redor era tão alto que os três à mesa saíram com dor de cabeça e ficou devidamente comprovado que olhares de reprovação não exercem qualquer efeito em quem não tem "senso de noção".... Aquela moça nunca teve um amigo verdadeiro!
Segue abaixo:
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Ao contrário do Tim Maia, eu peço por favor! Ele juntava alguns palavrões se, por acaso, sentisse que o som não estava bom! E assim era....
Qual a razão para os restaurantes do Rio não se preocuparem com a acústica? Duas mesas ao nosso redor conversavam - bem, suponho que chamam aquilo de conversar, mas a moça poderia ser eleita a Sirene do Apocalipse que ninguém acharia uma injustiça!- em uma altura tão exagerada que TODAS as mesas, mesmo a barulho n. 2, olhavam em sua (dela) direção, quando demonstrava algum entusiasmo.
Melisma, né? Aqueles gritos prolongados em certas partes das músicas.... a moça deveria ser chamada de Madrinha dos Melismas....
Ao que interessa: reservas honradas, esquadrão classe A, somelier a postos, aparentemente permite rolha (não foi nosso caso, é melhor ligar e perguntar), talheres bons, guardanapos de tecido, louça boa....oba!...Mas não era a Casa Cor e sim um restaurante, então os bolinhos de bacalhau deveriam fazer jus ao nome e terem algum... a brincadeira à mesa passou a ser identificar algum vestígio do membro da família dos gadídeos, mas estava difícil. O gosto era bom, mas faltou o bacalhau com que o bolinho era batizado....
Os pratos são gigantescos...mesmo.... pessoas normais dividem um prato em quatro pessoas, tranquilamente. A menos que vc seja um refugiado que acabou de desembarcar nas praias do Rio, mas aí .... Nossa bacalhau estava excelente, mesmo,  as postas se desfaziam em lascas e os legumes estavam no ponto correto. E o serviço se manteve atento e atencioso durante todo o jantar..
O carrinho de sobremesa é o sexto círculo do inferno de Dante: o que comer??? Tudo parecia bom. A siricaia estava muito gostosa e o café valeu a repetição, com elogios.
O preço é de bacalhau, não de sardinhas, então, não se assuste. Considerando a possibilidade de dividir entre muitos, fica menos traumático para as carteiras.
E os vinhos? Bom, uma carta recheada de vinhos portugueses, todos caros, considerando-se que são vinhos mais conhecidos e disponíveis nas casas de bebida por aí. Poderiam ser mais acessíveis, o que garantiria um consumo maior. Não dá para tentar? Vinhos de 36,00 no supermercado a 197, fica um pouco exagerado...Mas a ocasião era festiva e as cervejas fizeram bem o seu papel...mas o vinho fez falta!
Vão em grupo, para melhor dividir os pratos. Um casal... acho que eles fazem meia porção, mas, se vc está pensando em impressionar o broto....
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Foi isso, quer dizer, posso ter exagerado na complacência com a moça que gritava, nunca amaldiçoada o suficiente... Teria quebrado um pé? Brigado com o namorado, pobre alma ensurdecida? A ignorância nos permite delírios....

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Notícias da Semana

Agora são chamadas de "pessoas em situação de rua" por uma gente "em situação de idiotice"..
Diz a Val Galvão, cujo blog Macaquices e outras coisas é uma delícia, e agora está se especializando em fotografia, uma mais linda do que a outra, diz ela que eu atraio, mas acho que as coisas acontecem comigo por que eu presto atenção nas pessoas. Vejamos:

1) Descendo a rua da Assembleia, a senhora moradora da rua se aproxima, depois de mais uma tentativa frustrada, e pede:
"-Moço, paga um pedaço de bolo prá mim!
 e eu:
 - "Bolo? Não serve pão de queijo?"
Aqui, já se nota que algo estranha acontece. A pergunta doida, e a resposta, com duas perguntas mais doidas ainda!Eu nem tinha pão de queijo!E quando me pegam distraído, é sempre um perigo!!!
- "É meu aniversário, eu quero um bolo!"
Pronto, gente velha, pedindo o mais do que razoável, o menos que mínimo, sempre me atingem nos bagos!!
E lá fomos nós até a Lanchonete Nacional, onde ela comeu seu bolo de limão com casquinha de açúcar, tomou café pingado com leite ("Preto não, senão eu não durmo!"), um longo papo, um tchau. Não rolou beijinho nem sei o porquê, acho que o cheiro do cobertor cortou uma despedida mais efusiva!!


2) No caixa do supermercado Apolo, passo meus dois itens (Sucrilhos e peito de frango, com osso!), que, como poderão ler, são peça importante no desenvolvimento da minha análise sociológica. "Senha", assim mesmo, uma palavra só, e seca. Estamos todos acostumados, né não? Gentileza, hoje em dia, é apenas uma palavra na camiseta, já que nem o próprio praticava o que escrevia. OK, o costume me levou a digitar os números mágicos. Enquanto aguardava a resposta do banco, a caixa levanta os olhos e diz:
"- Me dá aquela flanela ali!", e, realmente, ali havia uma flanela.
Eu baixei meus olhos, olhei nos olhos profundos como um valão na Zona Norte do Rio, e não me mexi. Ela levantou seus olhos em direção aos meus, eu baixei os meus em direção aos dela, isto por três vezes... e aí:
"- Não ouviu?", assim mesmo, uma professora primária, sem disposição para repetir a pergunta para o aluno que não prestava atenção.
Mas eu estou acostumado, né? e mandei:
"-Ouvi. O que eu não ouvi foi o pedido de por favor!!".
Ah! uma frase vencedora, vocês não acham? Pois erraram, feio mesmo, erraram longe. Pois tive de ouvir:
"-Essas pessoas que compram essas coisas acham que todo mundo é escravo!", dirigindo-se a ninguém, especificamente, mas referindo-se a mim. Peguei minha sacolinha reciclável e me mandei.A Kellog's nunca deve ter imaginado a posição ingrata que ocupa no imaginário dos menos favorecidos cariocas.

Selvagem é bonzinho até o forno atingir a temperatura correta...
Minha vocação para Leôncio, francamente, é muito fraquinha. Estou mais para Lévi-Strauss, que aproveita estas oportunidades para apreciar o desenvolvimento (ou a involução) do ser humano.
É triste ver no que o carioca está se transformando, no que está transformando a sua cidade, e no que a cidade está transformando a ideia antiga de que carioca era um estado de espírito. Não mais, até mesmo porque carioca hoje é uma espécie em extinção.
Não tenho a menor nostalgia do que não vivi, muito embora ache que a cidade do Rio de Janeiro era a cidade mais linda que o mundo já viu. Era, gente, era um lugar lindo, como disse a Elizabeth Bishop, com uma cidade horrorosa nele. Ah! Os poetas! Tão perspicazes!!! Se vissem em que a cidade se transformou, derramariam lágrimas de sangue e suas palavras mágicas os abandonariam...


domingo, 22 de janeiro de 2012

Mani Restaurante

http://www.manimanioca.com.br/site.html

A começar do site, um restaurante superior. Muitos prêmios, muita falação, muito tudo a respeito do restaurante e seus chefes, Daniel Redondo e Helena Rizzo. Fomos tirar a prova!!Pois eles merecem!!!A comida é quase divina (eu sou humano, divino está fora de alcance!!), o serviço um espanto, principalmente para carioca ou habituados com a tradicional desatenção e desfaçatez dos restaurantes cariocas, a louça linda de doer!! Fizemos o menu degustação, com harmonização dos vinhos - sai caro, mas é perfeitamente possível ter um jantar mais do que maravilhoso por um preço bastante razoável, principalmente para carioca ou habituados com a tradicional pretensão e falta de noção dos restaurantes cariocas.
Um exemplo que foge à culinária e gastronomia, mas que dá uma ideia do que se apresentou: logo após a nossa chegada, caiu um dilúvio, mas um dilúvio mesmo em São Paulo. Começou a haver retorno de águas pluviais na parte da frente do restaurante, onde estávamos alojados. Dois minutos, dois minutos mesmo, e uma moça supergentil e discreta nos transferiu de mesa para dentro do salão, para uma mesa longe daquele horror! E um batalhão, um batalhão mesmo, de pessoas se esforçava para dar uma solução àquele desastre do qual todos éramos vítimas!!Chocante, principalmente para cariocas ou habituados com a tradicional falta de atenção e providências do pessoal dos restaurantes cariocas, que adoram se eximir de responsabilidades!!
E o mâitre Felipe, um doce de pessoa e atentíssimo às nossas vontades e possibilidades. Um prazer que espero poder repetir sempre que for a São Paulo.
Até breve!!


Este prato aí é o peixe do dia (no caso, namorado), com batatas, tomates e purê de azeitonas. Indo até lá, peçam o mil folhas de beterrabas!!Permite a você soluçar  de prazer  em público, mesmo, sem a menor vergonha!!O motivo é mais do que justo!!!Chantilly de anchovas!Meu Deus!!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Lorenzo Brstrô

Uma noite tenebrosa: UMa visita há muito aguardada, uma companhia que precisava ser conferida, dois grandes amigos de São Paulo e nós. Todos acostumados a restaurantes, serviços de qualidade variável ao infinito para cima e para baixo, prazos um tantinho mais dilatados para atendimento, etc. Mas o que o Lorenzo Bistrô fez conosco hoje à noite deveria dar cadeia...Deveríamos ter desconfiado quando fizemos a reserva. É, somos do tipo que faz reserva aqui no Rio, mesmo sabendo que raramente os horários são cumpridos. Levaríamos Paulo Sérgio e Dodô, os dois habituados aos melhores restaurantes do mundo, habitués de roteiros gastronômicos pelo mundo afora, os dois credores de uma atenção mais do que especial de nossa parte. Depois da reserva inicial, contato de dois amigos de São Paulo, também habituados aos melhores restaurantes de São Paulo e do mundo....Ah! reserva para seis pessoas, apenas no terraço, sem ar condicionado, sem elevador....será que nunca aprenderemos a perceber os sinais? Na chegada ao restaurantes, o atendimento sofrível, uma garçonete despreparada, um serviço descortês...Caramba, terminaram com a tradição de "Ladies first!!"??? Ao pedido de um pão, a resposta seca: "Não!"!!!!!. Ainda aguardamos o alho assado....As margaritas demoraram mais de meia hora, chegaram junto com o vinho...Acontece!!...Mas os sinais....nunca vamos aprender???Os pratos demoraram uma hora e vinte para chegarem à mesa!!!80 minutos, quase uma partida de futebol!!!! E os pratos de carne chegaram frios à mesa. Vc já tentou comer um T Bone gelado? A carne, indiscutivelmente, de primeira, macia e sabarosa. Pena que gelada (os dois pratos de T Bone, mais o filé de Cláudio!!), fria mesmo. Para a reclamação sobre a demora, a resposta que acredito inaceitável e incompreensível: "Hoje atendemos mais de cento e vinte pessoas!!!". Peralá: será que o atendimento está diretamente e inversamente ligado à quantidade de pessoas no restaurante? Eles torcem para haver pouco público para atender melhor? Alguém consegue acompanhar o raciocínio de alguém capaz de dar esta resposta??? Um pacto na mesa: não vamos reclamar, a noite está otima, vamos à sobremesa. Tiramisú? Não tem, ou melhor, tem, mas está em falta...não, temos apenas uma porção. Quarenta minutos depois, não, não existe mais a tal porção...mas tome este pedaço de bolo para compensar... E as outras sobremesas? ..."Tão vindo aí!!". Há bom humor que resita????Há, o nosso. Café, mais vinte e cinco minutos para a conta, mil reais...O vinho era ótimo, o pessoal simpático, mas fica a pergunta: ATÉ QUANDO VÃO ENCOBRIR INCOMPETÊNCIA COM SIMPATIA??? Eu não quero sorrisos, apertos no ombro, alguém que abra a porta, eu quero ser bem atendido, quero que a comida chegue à mesa na temperatura correta, que as ofertas do cardápio sejam realizáveis, que alguém se dê ao trabalho de dimensionar corretamente os suprimentos do restaurantes em relação à sua capacidade. Lorenzo, esta foi uma noite para esquecer. Vamos melhorar, por que nós vamos cobrar!!!Foi uma noite infeliz, mas esperamos que ela não se repita....
Lorenzo Bistrô
www.lorenzobistro.com.br

domingo, 28 de novembro de 2010

O Rio e eu, eu e o rio



Dá para notar que falo de dois Rios? Rio e rio, o Rio que escolhi para morar e o rio dos fatos que passam, nunca se repetem, mas continuam os mesmos....um rio....

Todo mundo mete a colher....A situação é preta, está preta e vai continuar...o morro e a favela não produzem tóxico nem armas, daí então...cadê o combate aos canais de entrada??Ridículo!!!

A cobertura televisiva é apelativa, contraproducente e altamente preconceituosa. Não dá para entrevistar algum morador sem parecer tatibitate???Além do mais, repetir a mesma reportagem dez/quinze vezes não a transforma em matéria digna!!

Trocar foto de perfil, colocar adesivo, tag, pra quê???Alguém aí era favorável à situação ou ainda é?? Me poupem!!! Cadê o engajamento político-social anterior??No Belmonte ou no Chico e alaíde, nas mesas da madrugada, depois de uma carreirinha???Me poupem!!!

O pior: os políticos oportunistas, que aparentemente têm solução para tudo, menos para a falta de timing...(próprio!!). Agora não é hora de falar em planejamento, estudos, justiça social, investimento em presídio, capacitação do presidiário e outros temas menos votados... Não há!! Um (federal) é o king size do outro(estadual). Só não são mais ridículos porque encobrem suas cabeças cacheadas deturpadas com um discurso simpático, que é impossível de refutar. Afinal, alguém aí, tirandos eles próprios, lucra com esta situação?? Me poupem!!!Por falar neles: o federal levou uma esfrega do Sérgio Cabral, em anos anteriores, que o qualificou de surfista do oportunismo. O outro levou um sabão da Cidinha Campos, que está até agora fazendo bolhas. Nomes???Bobagem, é exatamento o que pretendem....

Pronto, esgotei!!!Não tenho solução para nada, não acho nada e nem estou procurando. Votei em quem achei que devia e vou aguardar a próxima legislatura.Vigio de pertinho meus eleitos, quando o são...ajudo aqui e ali, dôo e não cometo crimes, nem os pequenos. Não uso drogas, só uísque que paga um impostão.
Parei de fumar faz tempo, trato bem todo mundo ou não trato...Pago imposto, não sonego porque não vale a pena, se valesse eu não sei como seria, nem vale a pena discutir já que não chegarei lá (na situação de valer a pena!). Tenho uma ou duas pendências na vida, e assim quero que elas continuem...Então tá, sou eu contra o mundo? Acho que não.